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Sempre associado à vantagem competitiva do contexto, o design integra as medidas e planos econômicos oficiais de grandes nações como a Alemanha, Inglaterra, Japão e Itália desde a década de 40 como o Design Center, 1944, Inglaterra; o Japan Industrial Promotion Organization, anos 1950, Japão dentre outros (anexo Instituições Promotoras).

No Brasil, apesar de contar com iniciativas desde os anos 1950, a década de 90 é que marca a sua inserção no tecido econômico brasileiro, quando foi reconhecido "como um dos mais importantes instrumentos para o aprimoramento dos bens aqui produzidos", através do Programa Brasileiro de Design (1995).

No Programa, a atividade convencionada como design "é a atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais, que equacionem sistematicamente dados ergonômicos, sociais, culturais estéticos, que atendam de fato às necessidades humanas".

Em Minas Gerais, o Minas Design (1996), estruturado à semelhança do programa nacional, foi editado pelo governo do Estado, em parceria com instituições representativas do empresariado e do design mineiro, com o objetivo de "sistematizar ações integradas de incentivo e promoção do design como fator estratégico competitivo da economia mineira".

As versões estaduais do Programa Brasileiro de Design que viriam atender às demandas dos setores específicos de cada região contou com movimentos expressivos e desenvolveu-se em algumas regiões. Em Minas Gerais, conforme alternaram os governos e os atores envolvidos, as ações tornaram-se descontínuas e fragmentadas, o que levou à desintegração e estagnação do programa.

Alguns setores da economia, pela necessidade de se abrir para uma maior competitividade nos mercados, têm investido no design para agregar valor a seus produtos, demonstrando que o design mineiro, apesar de problemas estruturais e pontos de estrangulamento, se potencializado, é inovador e tem competência para contribuir ao desenvolvimento dos setores econômicos do Estado.

O parque produtivo do Estado de Minas Gerais é bastante diversificado e destaca a presença significativa de vários setores, dentre os quais alguns estão mencionados abaixo.

Agroindústria

A Agroindústria é um dos principais setores da economia mineira pelo seu constante crescimento anual. Ocupa papel de relevância no agrobusiness e seu parque industrial é composto principalmente por micro e pequenas unidades. No setor de sucos de frutas, Minas tende a figurar como grande supridor mundial. A atividade, que movimenta 30% do total brasileiro destaca o maior setor de laticínios do país e tem grande influência na interiorização do desenvolvimento econômico do Estado. O setor possui ainda o maior parque industrial processador de grãos e a principal produção de café do país.

Madeira e móveis

Com 60% do mercado brasileiro de produtos de base florestal o Estado conta com a maior área plantada de eucalipto do país, hoje utilizado na construção civil e na indústria de móveis. Várias pesquisas enfocando a secagem e as plantas geneticamente melhoradas têm sido desenvolvidas, visando aperfeiçoar o processo de melhoria de qualidade do produto para a produção de móveis de alto valor agregado. Distribuído em várias regiões o setor tem o 4º parque moveleiro do país e devido às vantagens locacionais e competitivas tem atraído indústrias de outros estados e países. Apesar disso, a exportação na indústria moveleira ainda é modesta e seu panorama situa-se num "contexto em que predominam as cópias" (COUTINHO, 1999).

Pedras e rochas ornamentais

O Estado de Minas Gerais é um dos principais produtores brasileiros de rochas de revestimento e ornamentação. A produção total abrange 160 variedades comerciais colocadas no mercado interno e externo, desenvolvendo atividades extrativas para granitos, ardósias, quartzitos, mármores e pedras-sabão, dentre outras. Apesar de apresentar grande potencial de desenvolvimento, pela variedade e qualidade e pela grande aceitação no mercado internacional, 80% do material mineiro sai em estado bruto para outros estados e países. Os granitos, que respondem por aproximadamente 50% das exportações brasileiras, têm apenas 20% beneficiados internamente.

Gemas e Jóias

Minas Gerais lidera a produção de ouro no país e é um dos maiores produtores de gemas do mundo, estas também exportadas na sua maioria em estado bruto. Apesar de atividade econômica importante no Estado, a extração, o processamento e a saída em bruto das gemas e a alta informalidade do setor contribuem para a lavra predatória, o desperdício de recursos e a degradação ambiental. Com grande concentração de atividades extrativistas nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o setor tem seus índices de produção e qualidade comprometidos pela enorme defasagem tecnológica, falta de máquinas e equipamentos e baixa capacitação técnica. O setor de gemas e jóias possui grande potencial de expansão, se ações forem implementadas para inovação e agregação de valor ao produto.

Outros setores

Outros setores de igual importância como Metalurgia/Siderurgia, Têxtil/Confecções, Artesanato, Cerâmica e o Setor Terciário que compõem a base econômica de Minas, necessitam ampliar suas possibilidades produtivas e competitivas para atuar em um desejável contexto de desenvolvimento. Novos conceitos devem ser assimilados para incorporar aspectos como inovação, confiabilidade, evolução tecnológica, padrão estético, comunicação e adequação às características e dinâmica dos contextos sócio, econômicos e culturais. A reorganização do complexo automotivo internacional, por exemplo, caracteriza novas relações entre o setor automotivo e de autopeças que destacam o co-design como atividade fundamental e intensiva no processo. Em um aspecto ou outro esses setores têm revelado uma demanda real ou potencial pelo design. Ainda que apresente grande vocação criativa, a sociedade produtiva mineira tem se conscientizado da necessidade do design para elevar os níveis de competitividade e ampliar as possibilidades de concorrer em um mercado cada vez acentuado pela livre concorrência. Desde o aspecto da identificação visual até a funcionalidade e adequação do produto ao fim a que se destina o design é o elemento que faz a interface do sistema produtivo com o público usuário consumidor.

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